
Como todo ser humano que se presa fiz e refiz várias vezes ao longo da vida uma listagem de tudo o que odeio. E como já era de se esperar, ela nunca diminuiu. E claro, desde o começo desta listinha que fazemos desde a pré-infância o número de coisas odiadas é sempre maior do que o de coisas queridas. E nem tente me dizer o contrário, porque não vou acreditar. Até Gandhi ou mesmo Jesus gostavam mais de menos coisas em comparação com aquelas que eles odiavam (uau...que frase foi essa). Tá, talvez não o grande JC, mas, com certeza, Gandhi.
Vamos ver... que eu saiba Jesus só não gostava do Diabo, do Pecado, dos Mercadores que vendiam no Templo, dos hipócritas, dos soberbos (categoria em que me incluo com muito gosto) e dos Falsos Profetas (culpado outra vez) e só. Se bem que não são tão poucos assim. Se ele viesse hoje também não gostaria da maioria das religiões (por causa da má gerência), da Internet, da TV Globo, do Vladimir Putin (do Bush acho que ele gostaria), da aceitação da viadagem, da camisinha, do Rock`n`roll e de outras cositas más como blogueiros que se acham muito espertos (soberbos)... Olha só, até que temos um número grande de elementos! Mas, só para quebrar a firma, temos que levar em conta que Ele ama toda humanidade, todos os seres viventes e ainda consegue amar àqueles que não gosta. Assim, podemos dizer que Jesus realmente é o único que tem mais prós do que contras em sua listagem de tudo o que existe.
No entanto, essa é a minha história, e ela é sobre minha constante necessidade de me expressar (de novo). Sei que já escrevi sobre isso, mas realmente estou num clima de sair contando tudo. Todas as paradas que me apurrinham, tudo o que me inquieta, botar para fora mesmo, tudo de uma vez.
Sendo assim, a primeira das coisas que me emputece profundamente é a Humanidade. Não
que eu me importe com o caminho de autodestruição que o Homem vem trilhando. Quem sou eu para julgar alguém?! Afinal, faço parte desta humanidade, também sofro e me regozijo com esta Condição humana. E, acima de tudo, quando o assunto é autodestruição, ninguém me supera. Definitivamente não é isso que me irrita, muito pelo contrário, é isso que me faz sentir orgulho de ser humano. É isso que me diferencia do leão, do chimpazé, do ornitorrinco, das árvores...
Para mim, o mais belo do homem é justamente sua capacidade de negligenciar sua própria subsistência em favor de seus prazeres. É por isso que fumamos, bebemos, comemos e fodemos adoidado (alguns mais do que outros). E o mais lindo disso, é quando em dado momento somos impedidos de cumprir esta nossa missão natural (e até divina), seja por nós mesmos e nossa racionalidade, seja por conta de outros, nosso mecanismo de defesa natural nos diz que há algo errado. Nossa vida não é como deveria ser. E assim ficamos deprimidos.
Então, o que me desagrada na Humanidade?! Simples, a culpa, o arrependimento e tudo o que vem atrelado a estes valores tão anti-naturais que nos levam ao desespero. Sinceramente, é muito brochante assistir a covardia com que certas pessoas vivem a vida, e como isso tem se tornado o status quo da sociedade contemporânea. Não que eu siga a risca tudo isso que prego tão apaixonadamente. Isso simplesmente não é possível tendo em vista a conjuntura atual. Pois como diz o ditado, num mundo de loucos, os homens sãos é que vão para o manicômios.
Hoje, a moderação é pregada ao invés da liberdade total e irrestrita. Não necessariamente quanto aos atos (não estamos prontos ainda), mas fundamentalmente com relação aos pensamentos. No dia em que nos sentirmos livres para pensarmos o que quisermos, sem julgamentos, sem poréns, teremos alcançado em parte a verdadeira liberdade. E assim estaremos mais próximos de Deus.
Ao invés de ficar enchendo o meu saco dizendo para poupar água, comer menos, beber menos, usar camisinha, não desperdiçar, etc, as pessoas deviam se preocupar em ler mais, estudar mais, se divertir mais, apreciar mais (qualquer coisa serve), enfim, viver “verdadeiramente” de forma consciente. Porque as pequenas coisas que valem a pena na vida não são tão raras nem tão difíceis de se achar e muito menos precisam ser preservadas. A felicidade está nos pequenos vícios de cada dia, nos pequenos momentos de prazer egoísta, na Desregração Consciente.
José Messias não é contra as formas de governo nem contra a cordialidade entre os homens. Ele só não gosta de (muita) hipocrisia, chatice e pessoas que gostam de dizer para os outras o que fazer, principalmente quando é para o “bem” delas...
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Espero que tenham gostado deste textyo tão feliz e divertido...
Como diria, Alessandro filho do Meleca, "Fé em Deus e nas crianças da favela"!
Fui!
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Carta a um jovem Sith
domingo, 9 de novembro de 2008
A todo vapor
Movido por minha inabalável inveja ao ver Mari às voltas com seu blog de demasiada profusão verborrágica (precisa de dicionario, clique aqui), com quase 3,4 posts/segundo. Assim como Kiko, resolvi sair para brincar com minha enorme bola, ou melhor, blog. Porém, como todo jornalista iniciante, ainda não dominei a arte de fazer um texto sem nada minimamente relevante para contar, como fazem os mestres David Brasil, Patrícia Kogut, Luciano Hulk, Cesar Maia, Pedro Bial, Renato Maurício Prado, entre outros.
Por isso, vendo como o Blog da Mari é divertido pensei em falar do meu cotidiano. Mas ai me lembrei que não sou uma garota bonita, bem-sucedida, na fina flor de seus 22 anos (partidão, né?!). Na verdade, sou bem o oposto, o que faz do meu cotidiano a coisa mais inacreditavelmente deprimente, repulsiva e sem-graça. Para se ter uma idéia, só durante os breves momentos (horas) em que escrevo este texto já vi 26 bundas e “afins” em mais de cinco sites pornográficos da República Tcheca, passei cantadas sem sucesso em 4 “garotas” no bate-papo da UOL (até 14 anos) e ainda compus uma poesia sobre uma mulher bonita que sorriu para mim (eu tava com feijão no dente). How sad is that?! (para tradução clique aqui)
Uma vez que não podia escrever sobre o meu cotidiano só me restou uma opção: falar sobre aquilo que fiz/pensei de diferente. Para minha surpresa, Deus decidiu não me sacanear muito e a musa inspiradora finalmente subiu o morro. Ou seja, vou continuar soltando uma série de textos aleatórios sobre coisas que só eu acho interessantes, como fiz na quinta-feira (e como sempre faço), só que agora sem o enorme hiato.
Peristálticos full throttle! (tradução)
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Desabafo
“Deixa, deixa, deixa, eu dizer o que penso dessa vida preciso demais desabafar...”
Poxa, tanto tempo sem escrever aqui, né?! Parece até que abandonei vocês, meu fiéis leitores. Mas não, muito pelo contrário, tava só com preguiça. E para mim, preguiça é coisa muito séria!!!
Durante esses meses que estive fora da blogsfera aconteceram milhares de coisas na minha vida. Fui para Natal, o que daria uma boa série de textos (a propósito, não gostei de lá). Cobri o Festival do Rio, onde assisti vários filmes muito bizarros e outros só um pouco (tudo por escolha própria). Desmaiei pela primeira vez na minha vida (sem estar relacionada ao alcool) e ainda levei meus primeiros pontos. Tudo isso num hospital público, o que certamente renderia boas tiradas de minha parte (Afinal, eu não tenho uma veia cômica, mas uma carótida inteira).
Ah, também cobri o Tim Festival sobre o qual poderia escrever uma série de ironias a respeito da juventude carioca...aquela que mora no Upper East Side daqui. Deixei de comentar a eleição municipal mais engraçada dos últimos anos. E agora, provavelmente, não vou falar da eleição americana que muito me interessa por causa de toda aquela história do primeiro presidente negro e tals. Aliás, dava para fazer um perfil comentado do Barack Obama muito phoda...mas isso são outros 500. Pois mesmo com todos esses assuntos assaz interessantes, só o que me levou a escrever este pequenino textículo foi a tal música do Marcelo D2 (e olha que eu nem gosto do cara...musicalmente falando). 
Isso porque esse trem que chamo de preguiça seria mais acertadamente uma total e completa falta de motivação. Algo que está mais ligado ao estado psicológico do que ao físico. Eu simplesmente não tenho vontade de fazer nada. Ou como diriam meus gurus do Rammstein, “Ich Habe Keine Lust”. Na verdade, a música dessa banda alemã (minha favorita em todo o universo e beyond) traduziria perfeitamente esse meu “estado de espírito”, se ao menos eu acreditasse nessa coisa de espírito.
Mas calma, não sou depressivo, muito menos suicida, eu só não gosto de fazer coisas. Ou melhor, sou avesso a idéia de começar qualquer tipo de ação. Menos uma, assistir. Também leio e escrevo, mas não na mesma proporção, na verdade, para que eu faça alguma dessas coisas é necessário algum tipo de efemeride, de evento exterior que inquiete minha “alma” a ponto de me motivar. O que é bem dificil. Mesmo agora, o que me faz escrever é o refrão de uma música cantada numa voz praticamente hipnótica. “Deixa, deixa, deixa, eu dizer o que penso dessa vida, preciso demais desabafar”. E só porque essa mulher me disse (enquanto ASSISTIA o clipe) é que me veio a inspiração deste artigo. Foi quase como uma mensagem subliminar.
Confesso que além do refrão, outro motivo me tirou dessa minha inércia mental. Semana passada comprei um notebook, o que possibilita escrever diretamente do banheiro, o que estou fazendo nete momento. Acontece que minha verdadeira inspiração só vem nessas horas de resguardo e meditação, aliás, daí também vem o nome do blog. Afinal, por que mais ele se chamaria Peristalticos?!
Bom, espero que tenham gostado deste “desabafo”, pois eu fiquei aliviado.
Obrigado por lerem este depreciável blog.
Voltem sempre!!
domingo, 17 de agosto de 2008
O Guia do Nerd Brasileiro
O texto a seguir é de responsabilidade de seu idealizador, ou seja, Alexandre Nardoni. Zé Messias é apenas um pseudônimo randômico escolhido ao acaso e não tem nenhuma relação com o ilustre, brilhante (e gostoso) estudante de Jornalismo da Uerj. As idéias utilizadas abaixo são uma espécie de compilação de relatos de terceiros (como o compadre Enio – o filósofo e não o compositor) e opiniões deste que vos fala (A.N.) e podem ou não refletir inteiramente as opiniões da comunidade Nerd.
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Cansado de ser confundido na rua ou na roda de amigos? Farto de não ser entendido pelos seus pais? Revoltado por ter sido mandado para o psicólogo (terapeuta, psiquiatra) sem motivo? Então, meu garoto (a), seu lugar é aqui. Se você quer ser compreendido, mas sem deixar de lado seus preciosos antidepressivos você está no lugar certo. Afinal, você chegou a mesma conclusão que eu, se é para rotular pelo que se faça direito!
No entanto, este texto não é para você meu amigo ou amiga Nerd, que, espero eu, saiba bem o que é. Dedico meu pequeno texticulo aos “infiéis”....ou “não-nerds”. Eles são um todo, eles são a massa, eles são a classe dominante. Pode ser seu pai, sua mãe, seu melhor amigo (o que seria um caso raro), sua professora, ou até aquela menina (o) que você gosta (e nunca vai contar! [coisa que explicarei a seguir]).
Este texto é o reflexo de anos de meditação e estudo, ele tem uma pequena e simples função: revolucionar o campo das pesquisas sociológicas e antropológicas para todo o sempre.
Meu nome é Zé Messias, sou Nerd Apostólico da Divina Revelação 3D e vim trazer luz aonde havia trevas, iluminar o caminho dos perdidos e trazer dos mortos aqueles os desistentes. Porque ser Nerd no Brasil é duro e a função deste texto é fazer a classe dominante entender isso.
Logo de cara me vem a cabeça a maior luta do Movimento o chamado “Porra, eu não sou CDF!!!”. Sim, porque não sei se você sabe, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra (mais explicações a frente. Afinal, é bem melhor dizer o que somos ao invés de falar o que não somos).
NERD – Segundo o digníssimo dicionário inglês-português Babylon®, o termo remete aos chatos, pessoas incômodas, rechaçadas pela sociedade. Enfim, os párias. Mas por que esta distinção entre nós e os “seres humanos comuns”? Simples. Porque Nerd, no dicionários Zé Messias de maneirismos e gírias, significa nada mais nada menos que diferente ou até mesmo estranho (isso num sentido positivo e não no sentido de bizarro). Os integrantes do Movimento apresentam características únicas que só podem ser verdadeiramente compreendidas e/ou apreciados por quem é do metiê.
Nos true Nerds, as principais qualidades são: hobbies bem específicos (beeem meesmo), certo grau de isolamento do mundo não-nerd, propensão a ser vitima de bullying e outros tipos de embaraço, e claro, grau de contato com o sexo oposto zero ou menor. Os espécimes mais clássicos da casta mais nobre da sociedade são: o viciado em HQ’s (histórias em quadrinhos – se não sabe isso se mata), o viciado em games, o otaku (entusiasta da cultura japonesa), o cibernerd (pessoa que abdica da vida social para ficar na frente do PC) e o viciado em literatura fantástica (RPG’s, Senhor dos Anéis, Harry Potter [HP], Eragon, etc – também conhecidos como Nerds pioneiros ou peregrinos). Há algumas vertentes menos comuns no País, como o Geek - o viciado em computação ou tecnologia como um todo –, e o Trekkie e o Jedi, fãs dos filmes Jornada nas Estrelas e Guerra nas Estrelas, respectivamente.
Não podemos nos esquecer dos transgeneros, os Nerds híbridos que se interessam por diversas áreas ao mesmo sem conseguir apontar uma vertente com sendo a melhor. Digo isso, pois a natureza abrangente dos diversos segmentos faz com que sejam comuns os que se interessam por mais de uma área. Porém, os não-transgeneros geralmente possuem uma preferência definida. Existem ainda níveis de intensidade da chamada nerdice ou do inglês nerdness, desde o 1 onde se encaixam os chamados Entendidos e o 10, o Google Nerd. 
Agora, após esta brilhante descrição do que seja o Movimento e seus principais atores sociais vamos a bendita da diferença entre CDF e NERD.
Enquanto Nerd é tudo aquilo que falei ai em cima, o termo CDF tem a ver simplesmente com o desempenho escolar do indivíduo, nada mais. Por este motivo, recorrendo a epistemologia da sigla temos Cérebro De Ferro. Toda a confusão começou por causa das características similares de ambas as classes como a reclusão e a falta de contato com o sexo oposto. Contudo, nunca foi algo característico dos Nerds o desempenho escolar fora do normal, pelo contrário, graças ao gene especial da preguiça nº 666, seu desempenho sempre beira o mediano. No entanto, é necessário deixar claro que os Nerds são inteligentíssimos e podem até ser bons alunos (em raras exceções), mas eles preferem usar habilidades em algo mais produtivo (para eles). Por exemplo, cálculos de RPG, aprender japonês sozinho, decorar nomes de personagens e não se perder em meio às consecutivas Crises Infinitas (nem eu entendo esse baguio), Guerras Civis, etc.
Assim, não venha me encher o saco se eu mandar você tomar no cu ou se foder se por acaso você não leu meu blog a culpa não é minha, oras. Nos próximos textos pretendo falar mais sobre a Causa e suas brigas homéricas como Nerds versus Cults e também falar das minhas questões favoritas: “O que é o Conselho Nerd?” e “Quem seria o Deus Nerd?”.
Bye, bye...XOXO
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Zé Messias é um renomado autor de Best-sellers como “Nas margens do Rio de Barro sentei e caguei”, o “Japão e sua (louca) cultura” e “Mordor, sua cultura e sua gente – um ensaio sobre a beleza da desolação”.
Zé Messias também é um grande conhecedor das coisas profundas (mas não no sentido que ele queria).